MATA CILIAR – UMA VIDA MAIS VERDE
Juliano Pinto Urach
Acadêmico do curso de Engenharia Ambiental e bolsista do Projeto de Pesquisa em Sucessão da Mata Florestal e Identificação da Mata
Ciliares na Bacia Hidrográfica do Rio Pardinho.
Em função da crescente consciência sobre a importância da preservação ambiental, e do avanço das leis que disciplinam a ação humana nas florestas de proteção, um alto interesse vem sendo despertado para os programas de revegetação em áreas degradadas, exigindo que os conhecimentos técnico-científicos sejam rapidamente repassados aos potenciais usuários desses programas que visam àção da estrutura e da função das chamadas matas de proteção ambiental, principalmente as matas ciliares. Em razão da diversidade e complexidade das matas é fundamental o uso de conceitos e modelos específicos, com a finalidade de apoiar iniciativas e ações de revegetação de áreas degradadas, pois causam a perda de qualidade e quantidade da água, erosão e perda de nutrientes do solo, aumento de pragas nas lavouras, redução da atividade pesqueira, enchentes e assoreamento dos rios. Esses são os danos causados pela redução das matas ciliares. A ausência da mata ciliar faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático.
As matas ciliares são sistemas vegetais ou formações florestais ao longo de rios e ao redor de lagos e reservatórios, formam também corredores de fauna e abrigo de animais beneficiando todo o ecossistema, exercendo função protetora sobre os recursos naturais.
As principais funções das matas ciliares são:
- Controlar a erosão nas margens dos cursos d'água, evitando o assoreamento dos Mananciais;
- Minimizar os efeitos de enchentes;
- Manter a quantidade e a qualidade das águas;
- Controlar o aporte de nutrientes e de produtos químicos aos cursos d'água;
- Servir de habitat para fauna silvestre;
As matas ciliares são consideradas APP (Área de Preservação Permanente), protegidas por Lei. O Código Florestal (Lei nº 4.771/65) desde 1965, diz que o tamanho da cobertura vegetal varia de acordo com a largura dos cursos.
Técnicas de restauração de mata ciliar
Quando a área a ser reflorestada encontra-se totalmente desprovida de vegetação e apresenta topografia não muito irregular usa-se o plantio em linhas com espaçamento de 2 x 2m entre linhas e plantas. Quando a topografia é muito irregular, adota-se aleatório. Quando existe vegetação em estágio inicial de regeneração ou remanescentes arbóreos o plantio é feito com regenaração natural.
A experiência de campo indica que, para obter o menor custo e melhor incremento do reflorestamento, deve-se utilizar o plantio simultâneo das espécies florestais nativas pioneiras, secundárias e clímax. A vegetação das entrelinhas ajuda a garantir uma dispersão de sementes de espécies pioneiras, sombra para as espécies secundárias e clímax introduzidas, redução da evapotranspiração pela diminuição do vento, e alimentação às abelhas.
Exemplo de algumas espécies da Região Sul:
Pioneiras: Aroeira Vermelha, Ingá, Cerejeira, Chal-Chal, Amorão, Canela de Veado, Camboatá-vermelho.
Secundária: Açoita Cavalo, Tarumã, Angico Vermelho, Tarumã.
Clímax: Cedro, Ipê-roxo, Caroba.
Exemplo de plantios e mudas: 
Legenda: P-pioneira S-secundária C-Clímax
Para implantar um reflorestamento são seguidos os seguintes passos:
1° - Impedir o acesso de gado bovino, eqüinos e outros animais à área a ser reflorestada;
2° - Controle de formigas cortadeiras com a localização dos ninhos e sua destruição;
3° - Roçar dos capins e arbustos nas faixas de cultivo para o plantio;
4° - Fazer o coveamento, aplicação e incorporação de adubo orgânico, plantio das mudas florestais nativas e estaqueamento das mudas;
5° - Fazer o coroamento (capina ao redor) das mudas pelo menos duas vezes no primeiro ano e sempre que necessário, a partir do segundo ano;
6° - Realizar roçadas nas faixas de cultivo sempre que necessário, especialmente nos três primeiros anos;
7° - Faça replantio das mudas no início do segundo ano.
Referência bibliográfica:
http://saf.cnpqc.embrapa.br/publicações/l_manual_vegetação_1ed_1993.pdf
Folder informativo Mata Ciliar Agosto de 2007, colaboradores CNPQ, UNISC, NRH.
NOTÍCIAS
Nossos rios pedem socorro!!!!
Os nossos rios estão perdendo a guerra contra a poluição. Os vliões do momento são o esgoto sanitário e o lixo doméstico, responsáveis por 70% da poluição. Os outros 30% de poluentes são lixo sólido, óleos, restos de construção e de produtos industrializados. Tudo isso é jogado nos rios de forma indiscriminada pela população.
Resultado disso, é a poluição de oito das doze bacias hidrográficas do país. Na região podemos citar: o Rio dos Sinos e a bacia do Rio Guaíba como os mais poluidos. Segundo Wagenr Victer presidente da Cedae, teremos que investir pesado em educação ambiental e em redes de tratamento e coleta de esgoto sanitário para tentarmos salvar nossos rios.
Leia mais: http://video.globo.com/Videos/Busca/0,,7959,00.html?b=rios%20socorro
DICA DE LEITURA
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Planejamento Ambiental - Teoria e Prática
Autora:Prof. Dra. Rozely Fereira dos Santos.
Resumo: O livro trata todos os assuntos pertinentes ao exercício do planejamento ambiental: organização, escalas, áreas, temas, avaliação de impactos ambientais, cenários.
Apresentado de forma original e muito didática, o livro divide-se em dois textos paralelos, o teórico, com conceitos, explicações e análises, e o prático, com o relato de casos reais aplicados que ilustram a teoria. |
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