Principal > Boletins > Novembro 2003

Núcleo de Pesquisa e Extensão em Gerenciamento de Recursos Hídricos
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo

Boletim Informativo N.º 11/ Ano V - Novembro/2003

 

Supervisão Ambiental de Rodovias
Texto: Robson Elói Boff (robsonboff@hotmail.com)
Revisão: Dionei Minuzzi Delevati (dionei@unisc.br) e Morvan Kaercher (morvan@click21.com)

A preocupação com as questões ambientais não surgiu de uma hora para outra. No decorrer de um longo processo, partiu-se de uma posição meramente controladora de danos ambientais para outra conservacionista e recuperadora.

Acompanhando a evolução mundial na área ambiental, em grande parte devido à pressão de organismos internacionais e de organizações não-governamentais, a sociedade civil e o aparato legal brasileiro foram evoluindo de uma posição de controle de danos ambientais mais evidentes para uma busca de compatibilidade entre desenvolvimento e conservação dos recursos naturais, visando, em última análise, o bem estar da população.

Durante as últimas décadas muito se tem avançado à respeito da questão ambiental no Brasil. Muitas são as referências da legislação neste sentido, incluindo até um artigo específico para o assunto na maior lei do país, a Constituição Federal de 1988. A carta Magna, em seu artigo 225, assegura que “todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

No meio rodoviário, especificamente, têm havido tentativas importantes no sentido de adequar as obras rodoviárias à nova conjuntura atual, ao contrário do que acontecia até a década de 80, quando o aspecto ambiental não era considerado como um todo, envolvendo outros aspectos que não os meramente associados ao corpo estradal, pôr exemplo: plantio de árvores e proteção de taludes. É inegável que as rodovias constituem um grande benefício sócio-econômico. Porém, a sua implantação ou até mesmo algum melhoramento em seu estado atual ocasionam intervenções no meio ambiente que devem ser avaliadas.

Apesar do avanço da legislação brasileira no que diz respeito à avaliação ambiental e sua obrigatoriedade para licenciamento de obras em geral e rodoviárias em particular, a experiência adquirida por aqueles que vêm elaborando Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e os respectivos Relatórios de Impacto no Meio Ambiente (RIMA) indica já ser tempo de se promover uma revisão desse instrumento normativo. Já se pode verificar um grande desgaste no emprego do EIA/RIMA. Este, criado com a função clara de permitir ao Poder Público tomar decisões sobre as questões ambientais, atuando como mediador dos interesses da população, direta ou indiretamente afetada pela ação em análise, tem sofrido visíveis distorções.


O CASO DA RS 471 - TRECHO BARROS CASSAL / SANTA CRUZ DO SUL

Com a crescente conscientização da importância do meio ambiente em nossas vidas, a valorização da fauna e da flora e a preocupação de evoluir sem prejudicar o meio em que vivemos são os focos principais de um sistema de monitoramento ambiental. O conhecimento na área de preservação ambiental aumenta rapidamente, proporcionando alternativas que, juntamente com a preocupação do Setor Público, podem permitir o desenvolvimento regional sem um comprometimento expressivo do meio ambiente. Desta forma, este trabalho objetiva apresentar as atividades realizadas durante o monitoramento ambiental da construção da rodovia RS 471 no trecho Barros Cassal - Santa Cruz do Sul. Para isto, foi elaborado um roteiro de monitoramento da evolução da obra para caracterizar os impactos ambientais da construção da rodovia sobre a região, as quais deverão evoluir em medidas de prevenção e remediação das modificações introduzidas pela mesma. Isto, por sua vez, deverá levar a baixos níveis de comprometimento ou modificações da região atingida pelas obras. Foram usados critérios para o acompanhamento e avaliação da construção da rodovia atribuídos pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental - Fepam e por Instruções de Serviços Ambientais do DAER. Temas como o monitoramento hidrogeotécnico, geotécnico, sistema de drenagem, a disposição de resíduos sólidos e materiais excedentes, a recuperação de áreas degradadas e a segurança dos operários e moradores das imediações da rodovia são a base deste sistema de monitoramento. Os procedimentos deverão ser aplicados nos diversos trechos da construção da rodovia que envolve várias áreas, diversos micro-ambientes e sociedades com culturas e hábitos diferentes, causando o mínimo impacto e demostrando a preocupação com o meio ambiente.

 

Referências Bibliográficas

  • Especificações Técnicas para Obras Rodoviárias - DNER 1992
  • Termos de Referência para Estudos Ambientais de Rodovias - IBAMA 1990
COMITÊ DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARDO - Comitê Pardo
NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO EM GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS - UNISC

Sede: Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC
Av. Independência, 2293, Bloco 13, Sala 1312, Santa Cruz do Sul – RS – CEP 96815-900
Fone/Fax: (51) 3717-7460 – E-mail: comitepardo@unisc.br

COMITÊ PARDO
Sede: Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC
Av. Independência, 2293, Bloco 27, Sala 2700, Santa Cruz do Sul – RS – CEP 96815-900
Fone/Fax: (51) 3717-7460 – E-mail: comitepardo@unisc.br