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Núcleo
de Pesquisa e Extensão em Gerenciamento
de Recursos Hídricos
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica
do Rio Pardo - Comitê Pardo
Boletim Informativo N.º 8/ Ano V - Agosto/2003
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A Qualidade
da Água
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Texto:
Morvan Kaercher (kaercher@globo.com)
Revisão: Robson Boff (robsonboff@hotmai.com) |
Este
mês vamos falar sobre qualidade da água, conforme
a Resolução do CONAMA (Conselho Nacional do
Meio Ambiente) Nº 20, Ano 1986, considerando ser a classificação
das águas essencial à defesa de seus níveis
de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores
específicos, de modo a assegurar seus usos preponderantes,
estabelece a seguinte classificação das Águas
Doces do Território Nacional:
I - Classe Especial
- águas destinadas
a)
ao abastecimento doméstico sem prévia ou com
simples desinfecção;
b) preservação
do equilíbrio natural das comunidades aquáticas
II - Classe
1 -
águas destinadas:
a)
ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado;
b) à
proteção das comunidades aquáticas;
c) à
recreação de contato primário (natação,
esqui aquático e mergulho)
d) à irrigação
de hortaliças que são consumidas cruas e de
frutas que se desenvolvam rentes ao Solo e que sejam ingeridas
cruas sem remoção de película;
e) à
criação natural e/ou intensiva (aquicultura)
de espécies destinadas á alimentação
humana.
III - Classe
2
- águas destinadas:
a)
ao abastecimento doméstico, após tratamento
convencional;
b)
à proteção das comunidades aquáticas;
c)
à recreação de contato primário
(esqui aquático, natação e mergulho);
d)
à irrigação de hortaliças e plantas
frutíferas;
e)
à criação natural e/ou intensiva (aquicultura
de espécies destinadas à alimentação
humana.
IV - Classe
3 -
águas destinadas:
a) ao
abastecimento doméstico, após tratamento convencional;
b) à
irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas
e forrageiras;
c) à
dessedentação de animais.
V - Classe
4 -
águas destinadas:
a) à
navegação;
b) à
harmonia paisagística;
c) aos
usos menos exigentes.
A
poluição das águas doces superficiais
é um dos grandes problemas ambientais do mundo. Nesse
sentido, os enfoques dos estudos concernentes à avaliação
da qualidade da água podem ser divididos basicamente
em duas categorias. A primeira utiliza os métodos físicos
e químicos, enquanto a segunda considera os métodos
biológicos de avaliação.
No
primeiro enfoque, os métodos físicos e químicos
permitem apenas um conhecimento instantâneo, portanto
limitado, das condições da água no momento
em que são feitas as medições. Essas
limitações tornam-se um tanto mais drásticas
quando o objeto de estudo é um sistema lótico,
em que a correnteza faz com que a água seja continuamente
renovada em cada ponto. Contudo medições periódicas
durante um tempo prolongado aumentam significativamente o
valor informativo dos físicos e químicos, já
que reduzem o caráter discreto da informação.
Com
referência ao segundo enfoque, os métodos biológicos
utilizados para o monitoramento da qualidade da água
apresentam a vantagem de oferecer informações
de efeitos ambientais prolongados, isto é, são
capazes de refletir estados não mais existentes no
momento da verificação, porém, originados
a partir do processo de maturação da comunidade.
Dessa
forma, os métodos de análises físicas
e químicas complementam os métodos biológicos
e, em conjunto constituem a base para uma correta avaliação
da qualidade das águas correntes. (Round, 1991; 1993).
SEDE
GLOBAL
Hoje o homem consome 54% de toda a água doce disponível
no mundo, e esse número cresce a cada ano. Se for levado
em conta o crescimento populacional, dentro de 25 anos estaremos
usando 90% de toda a água doce, e dois terços
da humanidade estarão passando sede. Segundo a Unesco,
que elegeu 2003 o Ano Internacional da Água Doce, a
perspectiva sombria só vai mudar com o fim do desperdício,
da poluição e do descaso com as populações
pobres.
Abaixo temos os principais poluentes das águas:
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Principais
Poluentes
Substâncias
nocivas encontradas em rios, lagos, represas e aqüíferos
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Não
persistentes
Compostos
que podem ser “quebrados” por reações
químicas com tratamento e formar substâncias
não poluentes:
Esgoto
doméstico (dissemina parasitas)
Alguns
resíduos industriais
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Persistentes
Substâncias
que levam décadas para se degradar ou não
desaparecem. Tornam a água tóxica e o
dano pode ser irreversível:
Alguns
pesticidas, como DDT e dieldrin
Escorrimento
de aterros sanitários municipais ou industriais
Petróleo
e derivados
PCB
(Bifenil policlorinado), vaza de eletrodomésticos
Dioxinas
ABS
(detergente não biodegradável), forma
espuma nos rios
PAH
(hidrocarbonetos poliaromáticos), exalado por
pneus
Materiais
radioativos como estrôncio, césio e urânio
Metais
como chumbo, mercúrio e cádmio
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Curiosidades
-
O
Brasil possui 5,4 trilhões de m3 de
água, ou seja, é dono de 12% de toda a água
disponível para consumo humano do planeta. Cerca
de 8% dessas reservas estão na Amazônia.
-
40%
a 60% de água nas redes de distribuição
urbana do Brasil se perdem em vazamentos.
-
2
milhões de toneladas de esgoto não-tratado
são despejadas diariamente em rios do mundo
-
70%
de água de açudes do Nordeste brasileiro
não é aproveitada.
-
20
milhões de residências do país não
são servidas com água tratada.
Referências
Bibliográficas:
-
www.mma.gov.br
-
Lobo, E. A. Utilização de Algas Diatomáceas
Epilíticas como Indicadores da Qualidade da Água
em Rios e Arroios da Região Hidrográfica
do Guaíba, RS, Brasil - Ed. Edunisc - 2002
-
Bio,
Revista Brasileira de Saneamento e Meio Ambiente - Abril/Junho
2003
-
Galileu,
Ed. Globo março/2003-08-18
COMITÊ
DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO
PARDO - Comitê Pardo
NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO EM GERENCIAMENTO
DE RECURSOS HÍDRICOS - UNISC Sede: Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC
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