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Núcleo de Pesquisa e Extensão em Gerenciamento de Recursos Hídricos
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo

Boletim Informativo N.º 03/ Ano IX - Março/2007

 

comitepardo A força dos ventos para
produção de eletricidade
Camila Cardoso Reis (comitepardo@unisc.br)
Acadêmica de Engenharia Ambiental e Bolsista do Projeto Gestão das Águas da BaciaHidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo


COMITÊ PARDO - Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo
     
 
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Núcleo de Pesquisa e Extensão em Gerenciamento de Recursos Hídricos
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo

Boletim Informativo N.º 03/ Ano IX - Março/2007

 

comitepardo A força dos ventos para
produção de eletricidade
Camila Cardoso Reis (comitepardo@unisc.br)
Acadêmica de Engenharia Ambiental e Bolsista do Projeto Gestão das Águas da BaciaHidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo


A preocupação com o meio ambiente e com a sustentabilidade e ainda, a possível escassez de combustíveis fósseis e outras fontes não-renováveis trouxe novamente a utilização dos ventos, que já teve utilidades como, mover barcos a vela e moinhos para bombear água para irrigação, contribuindo agora para geração de eletricidade.

A força dos ventos que gera a Energia Eólica pode agora, através de aerogeradores ser transformada em energia elétrica. Esta conversão de energias ocorre através dos aerogeradores que consistem num gerador elétrico movido por uma hélice, esta tem o formato da asa de um avião. As hélices, movimentadas pelo vento, ativam um eixo que está ligado à caixa de mudança. Através de uma série de engrenagens a velocidade do eixo de rotação aumenta. O eixo de rotação está conectado ao gerador de eletricidade que com a rotação em alta velocidade gera energia.

A energia eólica ao contrário das outras fontes de energias e formas de geração , não se esgota, é renovável. E também não tem grandes impactos ambientais, pois não gera resíduo.

A energia eólica poderá resolver o grande dilema do uso da água do Rio São Francisco no Nordeste (água para gerar eletricidade versus água para irrigação). Grandes projetos de irrigação às margens do rio e/ou envolvendo a transposição das águas do rio para outras áreas podem causar um grande impacto no volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas e, consequentemente, prejudicar o fornecimento de energia para a região. Entretanto, percebe-se que as maiores velocidades de vento no nordeste do Brasil ocorrem justamente quando o fluxo de água do Rio São Francisco é mínimo. Logo, as centrais eólicas instaladas no nordeste poderão produzir grandes quantidades de energia elétrica evitando que se tenha que utilizar a água do rio São Francisco.

Grandes fazendas eólicas estão sendo projetadas no mundo e no Brasil, tendo em vista as vantagens tanto ambientais quanto econômicas. Para projetar uma fazenda eólica tem-se um investimento inicial considerado alto, mas a manutenção é de baixo custo comparado a outras fontes de energia, o que torna essa fonte mais viável e proveitosa.

Um dos grandes empreendimentos nesta área é o Parque Eólico de Osório no Rio Grande do Sul, que está subdivido em três parques - Osório, Sangradouro e Índios - e tem um total de 75 aerogeradores (25 por parque) e uma potência instalada de 150 MW, que está quintuplicando a energia eólica produzida atualmente no país. A mesma gerará quantidade suficiente para abastecer anualmente o consumo residencial de cerca de 650 mil pessoas em Porto Alegre e será adquirida pela Eletrobrás por um prazo de 20 anos.

Os tipos de poluição das fazendas eólicas são do tipo: sonora, pois produzem um ruído de baixa intensidade; visual por alterarem paisagens com as suas torres e hélices, e causam também, dependo do local em que forem instaladas, a ameaça à pássaros em suas rotas de migração.Se comparada a outras formas de geração de energia que poluem muito mais, causando grandes estragos e impactos ao meio ambiente, sendo muitas vezes impactos irreversíveis, essas poluições são de pequena intensidade solucionando-se através de um projeto bem estudado e uma implantação bem equipada.

Os parques eólicos estão inserindo o Brasil e o Rio Grande do Sul no mapa mundial do desenvolvimento sustentável e em sintonia com as nações mais desenvolvidas do planeta.

A energia eólica para produção de eletricidade é extremamente compatível com a idéia de desenvolvimento sustentável e com o propósito de manter o equilíbrio da natureza, principalmente por ser uma tecnologia limpa, sem gerar resíduo e por ter como matéria-prima uma fonte que não se esgotará, o vento.

 

Referências:

http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/artigos/eolica.html
Acessado em 02/01/2007

http://www.aondevamos.eng.br/textos/texto01
Acessado em 02/01/2007

http://alvaro.lima.vieira.50megs.com
Acessado em 08/03/2007

http://www.ecolica.com.br
Acessado em 08/03/2007

COMITÊ DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARDO - Comitê Pardo
NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO EM GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS - UNISC

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