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Ficou
claro para o governo estadual e federal que o paradoxo
utilizado no século XX terminou e o século
XXI se inicia, com uma visão extremamente cautelosa
onde, desenvolvimento desejável propõe
uma conciliação entre o desenvolvimento
e o crescimento econômico, sendo, simultaneamente,
sensível à dimensão social, ambientalmente
prudente e economicamente viável. Tornando excludente
o método mais conhecido o "selvagem",
que prioriza os custos sociais e impactos ambientais
insuportavelmente altos. Conforme (SACHS, 2002), sabe-se
que esse tipo de crescimento impulsionado pelo mercado
é inaceitável dos pontos de vista social
e ambiental, além de não estabelecer,
por si só, uma situação empregatícia
satisfatória.
Desenvolvimento
Sustentável é aquele que permite às
gerações presentes suprirem as suas necessidades,
sem comprometer a capacidade das gerações
futuras fazerem o mesmo.
O
Brasil tem em suas mãos o privilégio de
ter a flora mais linda e rica nesse mundo, então
torna-se extremamente viável investir no Biodiesel.
Pois é, uma alternativa aos combustíveis
derivados do petróleo e, pode ser usado em carros
e qualquer outro veículo com motor diesel. Fabricado
a partir de fontes renováveis (girassol, soja,
mamona), é um combustível que emite menos
poluentes que o diesel.
Mamona
e Biodiesel
Logo que os governantes viram a possibilidade de o Brasil
tornar-se auto-sustentável no ramo de combustível
através do biodiesel, procuraram-se informações
sobre diversas foras de extrair esse óleo em
plantações diversificadas e foi detectada:
o gira-sol, soja e da mamona. Dentre essas três
atividade esse boletim irá tratar em especial
sobre a mamona, com foco na produção de
biodiesel.A mamona é cientificamente denominada
Ricinus Communis L., é planta da família
euphorbiáceas.
A
Planta da mamona
Tem raízes laterais e uma raiz principal que
pode atingir 1,50 m de profundidade. As variedades cultivadas
no Brasil podem ser de porte anão ou baixo (até
1,60 m), médio (1,60 a 2,00 m) ou alto (acima
de 2,00 m).
Há também variedades com frutos deiscentes
(quando maduro se abrem, deixando cair as sementes)
e indeiscentes. O fruto é uma cápsula
com espinhos, com três divisões e uma semente
em cada uma.
A
mamoneira desenvolveu-se nas regiões Sudeste,
Sul e Nordeste do Brasil. Nas regiões Sudeste
e Sul, para se garantir a competitividade com outros
produtos concorrentes tornou-se necessário o
desenvolvimento de técnicas que facilitassem
a mecanização e o desenvolvimento de variedades
mais rentáveis. Deste modo tornou-se possível
cultivar variedades anãs, cuja maturação
ocorre aproximadamente ao mesmo tempo em todas as bagas.
Isto permite colheita mecânica única anual.
Viabilidade
da Mamona
Está mais do que claro entre os especialistas,
dos setores empresarial, governamental e acadêmico,
e é um ponto onde todos concordam, embora com
algumas visões diferentes, que em um estágio
inicial, a produção de mamona deve estar
focada para a comercialização de óleo
bruto, atendendo primeiramente a pequena demanda interna
e em seguida o mercado externo. Embora no Brasil esteja
caracterizado um mercado oligopsônico para o óleo
de mamona, onde um pequeno excesso de oferta pode causar
uma grande queda nos preços, o mesmo não
se pode dizer do mercado internacional, que é
ditado por uma série de fatores, os quais fizeram
o preço se elevar desde 2004, devido principalmente
à redução da safra americana de
soja e o crescente aumento da importação
de oleaginosas pela China.
Produção
nacional de mamona
A cultura da mamona no Brasil experimentou um período
de plena decadência na década de 90 e que
a partir do lançamento de diversos programas,
no âmbito de diferentes esferas governamentais,
visando incentivar e aperfeiçoar a produção
de biodiesel no país, apresenta sinais de recuperação.
Segundo
dados do IBGE (2004), o Estado da Bahia é o principal
produtor nacional de mamona com cerca de 149,5 mil hectares
plantados na safra 2003/04 (90% da área total
do país) e uma produção estimada
de 134,9 mil toneladas (89% da produção
nacional). Esses dados são um indicativo de que
a produção brasileira de mamona está
concentrada na Região Nordeste, especialmente
no Estado da Bahia. Deve-se destacar, também,
que a produção desse Estado concentra-se
nas microrregiões de Irecê, Senhor do Bonfim,
Jacobina, Seabra e Guanambi.
Dentre
os programas que estão sendo implementados tem-se,
em nível de Governo Federal, o "Programa
Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico do
Biodiesel - PROBIODIESEL", coordenado pelo Ministério
de Ciência e Tecnologia e o "Programa Combustível
Verde", coordenado pelo Ministério de Minas
e Energia. Em nível estadual, diversos governos,
notadamente dos Estados do Nordeste, estão desenvolvendo
projetos que consistem no incentivo e apoio ao plantio
e isenção de impostos para os produtos
dessa cadeia produtiva. Em função desses
incentivos a previsão é de que deve haver
um crescimento do agro negócio da mamona no país.
Notas
¹
Acadêmico do curso de Engenharia Ambiental e bolsista
do projeto “ Coleta seletiva e Sistemas de Compostagem
no Campus da UNISC”.
Referências
SACHS, I. Repensando
o crescimento econômico e o progresso social:o
papel da política. In: ABRAMOVAY, R. et al. (Orgs.).
Razões eficções do desenvolvimento.
São Paulo: Editora Unesp/Edusp,2001
Textos sobre biodiesel, disponíveis
em: <http//:www.biodieselbr.com>. Acessado em:
17/10/2006.
IBGE
- (2004). Disponível em: < http//: www.ibge.gov.br>.
Acessado em: 17/10/2006.
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