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O
biodiesel é um combustível biodegradável
derivado de fontes renováveis e surgiu devido
à necessidade de alternativas de energia, pois,
o petróleo, o carvão e o gás natural
são recursos limitados. Nesse sentido, essa busca
deve-se também a crescente preocupação
ambiental, visto que o uso do petróleo como fonte
energética representa uma das maiores causas
de poluição. O biodiesel é uma
evolução na tentativa de substituição
do óleo diesel mineral por um óleo produzido
a partir de gorduras animais e óleos vegetais,
óleos como o de girassol, pinhão manso,
mamona, algodão, soja, canola, entre outros.
Cabe salientar que quando criado o motor a diesel (1895),
este foi apresentado na mostra mundial em Paris (1900)
usando óleo de amendoim como combustível.
Os baixos preços promoveram o petróleo
na época. O Brasil mostra-se privilegiado, devido
a sua grande biodiversidade, e a disponibilidade de
oleaginosas, o que contribui para a implantação
de um programa nacional de produção de
biodiesel.
A utilização do biodiesel traz vantagens
sociais, ambientais e econômicas. Vantagens sociais,
porque pode promover a inclusão social ao gerar
trabalho e renda para a agricultura familiar, com o
cultivo de matérias primas, e a geração
de empregos em outros setores, considerando-se então,
a cadeia produtiva do biodiesel. No que diz respeito
ao meio ambiente o biodiesel é um combustível
renovável que diminui a emissão de poluentes,
e conseqüentemente, a saúde pública
é beneficiada, além do fato de que cultivo
de oleaginosas pode ser realizado em áreas degradadas.
Em escala considerável, podem-se conceber projetos
que utilizem óleo vegetal residual (óleo
de frituras) ou gordura animal que, de outro modo, causariam
problemas em seu descarte para o meio ambiente. Do ponto
de vista econômico, permite a contensão
de gastos com o petróleo e o óleo diesel
e apresenta-se como uma tendência que pode futuramente
ser oferecida a comunidade mundial como produto de exportação.
A diversidade de solos e climas e a enorme experiência
agrícola, colocam o Brasil como um dos mais importantes
fornecedores de energia e fontes renováveis do
mundo. A produção de oleaginosas no país,
capazes de serem convertidas em biodiesel é significativa.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, temos
cerca de 100 milhões de hectares disponíveis
para a produção agrícola, descontadas
áreas de proteção ou restrição
ambiental, e áreas já cultivadas. A experiência
brasileira com biodiesel teve início na década
de 1970 e já dispomos do conhecimento tecnológico
necessário para uma produção em
escala comercial. Vale ainda destacar o exemplo da Alemanha,
pois este país, é responsável por
mais da metade da produção européia,
e centenas de postos já vendem o biodisel puro,
com a garantia dos fabricantes dos veículos,
mostrando-se um mercado importantíssimo, de portas
abertas
para o Brasil.
Na UNISC vem sendo desenvolvido, pelos departamentos
de Química, Física e Engenharia Arquitetura
e Ciências Agrícolas, há mais de
um ano o projeto Oleoquímica: produção,
extração, caracterização
e transformação de óleos vegetais
com ênfase na obtenção de biodiesel
e aproveitamento de subprodutos. O presente estudo está
trabalhando com as oleaginosas, girassol e amendoim,
pois levando em conta as características da região,
são as alternativas mais indicadas.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo
(ANP) a soja pode ser a principal cultura agrícola
a abastecer a produção de biodiesel no
país nos próximos anos. A razão
da preferência é a imensa quantidade produzida
no Brasil e o fato da soja apresentar tecnologia mais
desenvolvida, no momento, para atender a demanda.
A introdução do biodiesel no mercado representará
uma nova dinâmica para a agroindústria.
O biocombustível é misturado ao diesel
derivado do petróleo e esta mistura é
opcional mas será obrigatória no Brasil
a partir de 2008, tendo em todo diesel vendido, 2% de
combustível ecológico (chamado B2), percentual
que subirá em 2013 para 5%, fórmula que
é conhecida como B5 (e assim é nomeado
sucessivamente até o biodiesel puro, B100).
O biodiesel coloca o Brasil em evidência no cenário
mundial, pois trata-se de mais uma fonte limpa de energia
renovável a somar a nossa matriz energética.
Propostas como a desenvolvida pela UNISC, mostram-se
como fundamentais para oferecer opções
sincrônicas, desvinculadas dos atuais modelos
produtivos.
Notas
¹ Este texto foi elaborado a partir de www.biodiesel.com.br
e www.revistabiodiesel.com.br - acesso em julho de 2006.
² Acadêmica do Curso de Engenharia Ambiental
e Bolsista do Projeto de Coleta Seletiva e Sistema de
Compostagem do Campus da UNISC (lilicarg@ibest.com.br)
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