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Núcleo de Pesquisa e Extensão em Gerenciamento de Recursos Hídricos
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo

Boletim Informativo N.º 6/ Ano VIII - Junho/2006

 

Sistema de Compostagem no Campus da UNISC
Texto: Tainá Flores da Rosa (tainafr@gmail.com)

Impulsionado pelo avanço tecnológico, o homem ampliou sua capacidade de alterar o meio ambiente de tal modo que conseqüências negativas como à exaustão de recursos naturais e a geração de resíduos em larga escala se fazem sentir de modo drástico. A destinação adequada de resíduos sólidos é, indiscutivelmente, um aspecto que deve estar em todos os debates e ações voltadas para o combate à crise ambiental. Com base neste fato, a Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) vem propondo mudanças na percepção, nos hábitos e costumes da sociedade em relação à geração, disposição e destinação de resíduos. No ano de 2005 veio acrescentar um diferencial ao Projeto de Implantação da Coleta Seletiva, que já era desenvolvido desde 2002, implantando um Sistema de Compostagem que tem como objetivo a utilização do material orgânico como condicionador do solo nos jardins da Universidade, evitando que o mesmo seja encaminhado juntamente ao rejeito para aterros sanitários. Sendo assim, aumentando a vida útil dos mesmos.

A compostagem é um processo natural aprimorado pelo homem que consistem em um processo de digestão aeróbia, desenvolvido por uma população mista de microorganismos aeróbios e anaeróbios (bactérias, protozoários, fungos actinomicetos ect.) causa o aumento da temperatura da massa, a qual deve ser controlada entre 45 e 65ºC. Essa faixa de temperatura é considerada ideal, pois acima dela os próprios agentes da fermentação não conseguem sobreviver e abaixo, os ovos de insetos e larvas encontram condições de subsistir (Philipp Jr. Curso de Gestão Ambiental, 2004). O material orgânico permanece na composteira (Figura 1) em torno de três meses, até que, de uma maneira mais empírica, o material possua cheiro e aspecto de terra.

Figura 1 – à esquerda composteira antes de ser construída a cobertura, à direita composteira finalizada.

Enquanto a matéria orgânica está na composteira, ela é disposta em pilhas que contém os materiais coletados durante três semanas. Este material é composto basicamente de borra de café, saquinhos de chá, casca de frutas e de pão, erva-mate e fumo (vindo de analises feitas pela central analítica). As pilhas são feitas de acordo com as necessidades das mesmas, que dizem respeito há: relação Carbono/Nitrogênio (30/1), existência do oxigênio, umidade (50 a 60%) e o tamanho da pilha (1mx1mx0,5m). No final de cada semana, é feito reviramento e são analisados pH, umidade e temperatura de cada pilha. Após o término do processo, quando acrescentado ao solo o composto:

· aumenta o teor de matéria orgânica do mesmo;
· melhora a estrutura do solo,
· aumenta a capacidade de retenção de água e sua disponibilidade para as plantas;
· aumenta a infiltração das águas da chuva e diminui a enxurrada;
· diminui a compactação, promove maior aeração e enraizamento;
· aumenta CTC (Capacidade de Troca Catiônica);
· fornece elementos essenciais;
· complexa e solubiliza alguns metais essenciais ou tóxicos às plantas;
· aumenta a microvida do solo;

Durante todas as etapas da compostagem foram feitas analises de pH, umidade e temperatura que garante que as mudas plantadas com o composto se desenvolvessem de forma saudável. Porém, deve-se lembrar que o processo também pode ser feito de maneira empírica por qualquer pessoa, desde que sejam tomados alguns cuidados com o reviramento esporádico da pilha.

 

Tainá Flores da Rosa é Acadêmica do Curso de Engenharia Ambiental e Bolsista do Projeto de Coleta Seletiva e Sistema de Compostagem do Campus da UNISC (tainafr@gmail.com)

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