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Impulsionado
pelo avanço tecnológico, o homem ampliou
sua capacidade de alterar o meio ambiente de tal modo
que conseqüências negativas como à
exaustão de recursos naturais e a geração
de resíduos em larga escala se fazem sentir de
modo drástico. A destinação adequada
de resíduos sólidos é, indiscutivelmente,
um aspecto que deve estar em todos os debates e ações
voltadas para o combate à crise ambiental. Com
base neste fato, a Universidade de Santa Cruz do Sul
(UNISC) vem propondo mudanças na percepção,
nos hábitos e costumes da sociedade em relação
à geração, disposição
e destinação de resíduos. No ano
de 2005 veio acrescentar um diferencial ao Projeto de
Implantação da Coleta Seletiva, que já
era desenvolvido desde 2002, implantando um Sistema
de Compostagem que tem como objetivo a utilização
do material orgânico como condicionador do solo
nos jardins da Universidade, evitando que o mesmo seja
encaminhado juntamente ao rejeito para aterros sanitários.
Sendo assim, aumentando a vida útil dos mesmos.
A
compostagem é um processo natural aprimorado
pelo homem que consistem em um processo de digestão
aeróbia, desenvolvido por uma população
mista de microorganismos aeróbios e anaeróbios
(bactérias, protozoários, fungos actinomicetos
ect.) causa o aumento da temperatura da massa, a qual
deve ser controlada entre 45 e 65ºC. Essa faixa
de temperatura é considerada ideal, pois acima
dela os próprios agentes da fermentação
não conseguem sobreviver e abaixo, os ovos de
insetos e larvas encontram condições de
subsistir (Philipp Jr. Curso de Gestão Ambiental,
2004). O material orgânico permanece na composteira
(Figura 1) em torno de três meses, até
que, de uma maneira mais empírica, o material
possua cheiro e aspecto de terra.

Figura
1 – à esquerda composteira antes de ser
construída a cobertura, à direita composteira
finalizada.
Enquanto
a matéria orgânica está na composteira,
ela é disposta em pilhas que contém os
materiais coletados durante três semanas. Este
material é composto basicamente de borra de café,
saquinhos de chá, casca de frutas e de pão,
erva-mate e fumo (vindo de analises feitas pela central
analítica). As pilhas são feitas de acordo
com as necessidades das mesmas, que dizem respeito há:
relação Carbono/Nitrogênio (30/1),
existência do oxigênio, umidade (50 a 60%)
e o tamanho da pilha (1mx1mx0,5m). No final de cada
semana, é feito reviramento e são analisados
pH, umidade e temperatura de cada pilha. Após
o término do processo, quando acrescentado ao
solo o composto:
·
aumenta o teor de matéria orgânica do mesmo;
· melhora a estrutura do solo,
· aumenta a capacidade de retenção
de água e sua disponibilidade para as plantas;
· aumenta a infiltração das águas
da chuva e diminui a enxurrada;
· diminui a compactação, promove
maior aeração e enraizamento;
· aumenta CTC (Capacidade de Troca Catiônica);
· fornece elementos essenciais;
· complexa e solubiliza alguns metais essenciais
ou tóxicos às plantas;
· aumenta a microvida do solo;
Durante
todas as etapas da compostagem foram feitas analises
de pH, umidade e temperatura que garante que as mudas
plantadas com o composto se desenvolvessem de forma
saudável. Porém, deve-se lembrar que o
processo também pode ser feito de maneira empírica
por qualquer pessoa, desde que sejam tomados alguns
cuidados com o reviramento esporádico da pilha.
Tainá
Flores da Rosa é Acadêmica do Curso de
Engenharia Ambiental e Bolsista do Projeto de Coleta
Seletiva e Sistema de Compostagem do Campus da UNISC
(tainafr@gmail.com)
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