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Com
o intuito de preservar a mata ciliar do Rio Pardinho
e minimizar a sua degradação, o Projeto
de Preservação da Mata Ciliar do Rio Pardinho,
que vem sendo desenvolvido desde 2004, pela Bayer CropScience
Ltda. e a Universidade de Santa Cruz do Sul, com o apoio
da Afubra e do Sindifumo, apresentam os resultados desta
parceria que é pioneira na Região.
Este projeto está sendo desenvolvido na propriedade
do Sr. Ademir Rodrigues Machado, nas proximidades do
km 50, 9º Distrito de Santa Cruz do Sul e na área
Bacia Hidrográfica do Rio Pardo, o município
de Santa Cruz do Sul, que encontra-se localizado no
Baixo Pardinho apresenta um déficit de mata ciliar
de 81,33%.
Na área do projeto foram plantadas 1500 mudas
de espécies nativas, resistentes às geadas
e tolerantes a inundações periódicas.
Dentre as principais espécies plantadas se destacam:
como o Angico - Parapiptademia Rigida (Benth) Brenan,
Pitanga Vermelha – Eugenia Uniflora 2, Maricá
– Mimosa Bimucreonata (DC.) O. Kuntze, Ingá
Feijão – Inga Marginata Wild, Caroba –
Jacaranda Micrantha Cham, Farinha Seca – Balfourodendron
Riedelianum (Engler) Engler, entre outras.
O plantio das mudas
ocorreram nos meses de janeiro e fevereiro de 2004 e
houve um replantio de 250 mudas em junho de 2004, e
outro replantio de 160 mudas durante o mês de
julho de 2005, apresentando-se um total de 30% de replantio.
Este percentual está acima dos 10% convencionalmente
aceitos para projetos deste tipo, mas devido a época
de plantio (janeiro de 2004) e pelas adversidades climáticas
como a estiagem de 60 (sessenta) dias após o
plantio constituindo-se na maior seca dos últimos
cinqüenta anos ocorridas no Rio Grande do Sul e
estiagem ocorrida novamente nos meses de janeiro e fevereiro
de 2005, o índice de replantio pode ser considerado
satisfatório.
A educação
ambiental também foi um dos enfoques deste projeto.
Foram agendados dias de campo na área do projeto
com escolas de sete municípios da Bacia. Estas
visitas são experiências fundamentais para
o desenvolvimento da sensibilidade ambiental dos professores
e alunos, principalmente em relação ao
incentivo da preservação da mata ciliar,
visto que a maioria dos visitantes residem em propriedades
rurais, próximas as margens dos rios.
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2004
Área
com mudas recém plantadas e tutoras.
Área de preservação adotada
corresponde a
30m de acordo com a legislação. |
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2005
Área
em seu estágio de desenvolvimento atual
e
área remanescente da mata ciliar.
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No
estudo de Atualização do Diagnóstico
da Região Hidrográfica do Guaíba,
realizado em 2003, pelo Programa Pró-Guaíba,
foi calculado um déficit médio de mata
ciliar de 75,4% para a Região Hidrográfica
do Guaíba.
A
Bacia Hidrográfica do Rio Pardo, situada na Região
do Vale do Rio Pardo, apresenta atualmente um déficit
de mata ciliar de 62,71%, segundo estudos realizados
pela Ecoplan Engenharia durante a elaboração
do Diagnóstico da Bacia Hidrográfica do
Rio Pardo, realizado em 2004 e 2005.
O
grau de preservação das matas ciliares,
em qualquer bacia hidrográfica, é considerado
de fundamental importância como um indicador da
qualidade dos ambientes associados aos recursos hídricos
superficiais, levando em consideração
as interações estabelecidas e as condições
gerais dos recursos hídricos, tanto em termos
de qualidade como de qualidade.
As
principais causas da degradação das matas
ciliares são: intensa utilização
das margens dos rios e arroios para fins de agricultura
e construção de estradas; mau uso do solo;
desmatamentos; queimadas; entre outras. Com isso, verifica-se
que o atulhamento da calha dos rios, o assoreamento
e o desbarrancamento das margens são os principais
problemas advindos da ausência de mata ciliar.
Dentre
os fatores de importância ambiental da matas ciliares
podemos destacar: o equilíbrio ecológico,
pois as florestas permitem grande infiltração
das águas de chuva, favorecendo a sustentação
das nascentes durante a seca, cumprem a importante função
de corredores de fauna e abrigo de animais silvestres,
proteção de rios e das terras da propriedade,
onde as matas ciliares protegem as barrancas dos rios
e igarapés da força das águas,
propiciam a formação de poços,
e evitam o arraste de areia, argila e lixo para o leito
dos rios, que causam o seu entupimento (assoreamento)
e transbordamento. As matas criam ainda um micro-clima
mais agradável e saudável, contribuindo
a diminuição do efeito-estufa, um dos
problemas climáticos de relevante preocupação
mundial. |