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Há
muitas décadas não se via uma estiagem
com tantas perdas em nossa Bacia Hidrográfica.
E essa cena se repete em várias Regiões
do Estado do Rio Grande do Sul, com casos até
mais extremos, o que fez com que 313 municípios
gaúchos decretassem estado de emergência.
Dentre
as áreas mais afetadas com a falta d'água
estão a agricultura e a pecuária. Segundo
um levantamento da Zero Hora, na Região do Vale
do Rio Pardo, onde predomina a cultura do fumo as perdas
chegam a 25% da produção e os municípios
mais atingidos são Santa Cruz do Sul, Rio Pardo,
Venâncio Aires e Vera Cruz. Além do fumo,
as culturas de milho, soja e pastagens também
contabilizam prejuízos irreversíveis.
Os rios
também não deixam de mostrar o quanto
a chuva está fazendo falta e o tamanho do descaso
do homem em relação a preservação
desses mananciais. Com a seca, torna-se mais visível
o volume de lixos que circunda as margens dos rios,
assim como desmatamento, o assoreamento e o uso indiscriminado
da água.
Vários
trechos do Rio Pardo e Rio Pardinho encontram-se com
características muito distantes daquelas que
costumamos a ver. Neste mês de março, a
Ecoplan Engenharia Ltda., empresa responsável
pela elaboração do Plano da Bacia do Rio
Pardo, elaborou um documentário fotográfico
da bacia do Rio Pardo, comparando a situação
atual em relação à de dezembro
de 2003. Em vários pontos do rio a situação
é alarmante. O Arroio Andreas é o que
se encontra no estado mais crítico em função
da estiagem. Para conferir este documentário
é só acessar a página do Plano
da Bacia Pardo www.planopardo.com.br.
Não deixe de conferir!!
A seca
nos leva a refletir sobre a importância da água
para a nossa vida, assim como alerta-nos sobre a nossa
parcela de responsabilidade em relação
ao equilíbrio do seu ciclo hidrológico.
È cada vez mais urgente que a população
esteja sensibilizada quanto ao uso desse recurso que
é finito, para que só assim todos possam
ter acesso à água de forma eqüanime.
Segundo
a Lei Federal 9.433/97, a água é um recurso
natural limitado e em situações de escassez,
o uso prioritário dos recursos hídricos
é o consumo humano e a dessedentação
de animais. Portanto, os usos menos prioritários
como lavagem de carros, rega de jardins, banhos prolongados,
entre outros, devem ser evitados. Para substituir o
uso da água potável para esses tipos usos
podem ser adotadas medidas de reutilização
da água, como exemplo do uso da água da
máquina de lavar para limpeza de calçadas,
carro, rega de plantas, entre outras.
Dentre
estas destacamos algumas medidas que podem ser adotadas
diariamente para reduzir o consumo de água potável:
Mantenha a torneira fechada quando não estiver
realmente usando água, em situações
como: escovar os dentes, lavar a louça, lavar
as mãos, lavar as roupas;
Fique atento a vazamentos em encanações
internas;
Conserte assim que identificado qualquer gotejamento
ou fuga de água pela encanação;
Os vasos sanitários
consomem 50% do consumo doméstico, por isso,
regule as válvulas de descarga dos banheiros
e evite dar descargas prolongadas
Use a máquina de
lavar com capacidade máxima. Com isso você
estará economizando água e energia.
Tente não exagerar no sabão para não
precisar de muitos enxágües;
Na hora de lavar os alimentos deixe a torneira fechada
e lave frutas e legumes numa vasilha com água
e vinagre. Depois passe-as na água corrente
para terminar de limpá-las;
Para lavar louças utilize uma bacia com água
e sabão, evitando assim o uso prolongado da
torneira aberta.
Muitas
vezes não utilizamos essas alternativas por falta
de hábito e por acharmos que temos o direito
de usar o quanto quisermos por pagarmos por ela. Porém,
na verdade não pagamos ainda pelo uso da água,
pagamos pelo seu sistema de tratamento e distribuição.
Mas esta realidade já vem mudando há algum
tempo no Brasil, onde a quantidade de água de
qualidade é escassa a cobrança já
teve seu início, como no caso de São Paulo,
Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
Outro ponto
importante a ser destacado é a existência
de uma instância política para a gestão
de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica
do Rio Pardo, que é exercida através do
Comitê Pardo. O Comitê tem a função
de gerenciar os recursos hídricos da Bacia e
na suas reuniões bimensais que são discutidos
temas como qualidade e quantidade da água, planejamento
da Bacia, enquadramento dos corpos d'água, usos,
cobrança, ... Daí vem a fundamental da
participação dos usuários da água,
da população e do governo neste parlamento
das águas.
E na Bacia
do Pardo, por estarmos na fase de Planejamento da Bacia,
essa participação torna-se fundamental
para que se possa chegar a resultados mais justos possíveis,
que venham satisfazer a todos. Essa participação
pode ser efetuada através da participação
nas reuniões do Comitê Pardo, assim como
nas mais diversas atividades promovidas pelo Comitê,
que podem ser acompanhadas através do site www.comitepardo.com.br
ou diretamente em sua Sede, junto ao Núcleo de
Recursos Hídricos da Unisc, Av. Independência,
2293, Bloco 1, Sala 105B. Além do Comitê
Pardo, sugestões e informações
podem ser obtidas no Portal do Plano, que fica na Rua
Santos Dumont, 95, sala 11, Santa Cruz do Sul, fone
3719-5699.
Bom, agora
é só participar!! Aguardamos contatos
e contamos com a colaboração de todos
nesta campanha de utilização consciente
dos recursos hídricos e que esta também
não dure apenas neste período de seca,
e a nossa forma de preservar essa fonte de vida transforme-se
em um hábito. Pois, para termos água de
qualidade no futuro, dependerá muito de nossa
atitudes, que seja qual for, fará muita diferença,
por isso, precisamos preservá-la desde já.
Assim, façamos cada um de nós a nossa
parte!!!
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