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Com
a diminuição da camada de ozônio,
os raios ultravioletas atingem a terra bruscamente,
provocando doenças como distúrbios cardíacos
e pulmonares, câncer de pele, problemas de visão
e queimaduras.
A
qualidade de vida tem sido a grande preocupação
devido a isso, desde a realização da ECO92,
a necessidade de harmonizar o desenvolvimento sócio-econômico
com a preservação do meio ambiente tem
sido um dos principais assuntos discutidos entre governantes,
ambientalistas, sociólogos, cientistas, médicos
e simpatizantes da causa, em número cada vez
mais crescente.
No
momento enfrenta-se a maior e mais tenebrosa nuvem de
poluentes que se noticia. Esta nuvem se estende do Japão
ao Afeganistão, no sentido leste-oeste, e vai
da China a Indonésia, no sentido norte-sul, paraibano
sobre uma região onde vive um quinto da humanidade.
Esta nuvem de veneno é uma misturada de partículas
de carbono e sulfato de cinzas orgânicas, resultantes
de emissões de gases de fábricas, usinas
termoelétricas e, principalmente, da crescente
frota de veículos. O desenvolvimento econômico
do sul da Ásia dobrou a poluição
nos últimos dez anos.
A
nuvem chega a reter 15% da luz solar. Além do
homem, todas as espécies do planeta são
afetadas com a emissão de toneladas de poluentes
na atmosfera. As mudanças dos micro-climas afetam
diretamente a diversidade ambiental. A umidade relativa
do ar e as incidências de luz e de calor fazem
com que o ecossistema perca o equilíbrio, dificultando
assim a procriação da fauna e a proliferação
da flora local, transformando em pouco tempo um paraíso
num deserto.
O
aumento da concentração de gás
carbônico na atmosfera é uma das causas
da elevação da temperatura média
da Terra. O Efeito Estufa é causado, principalmente,
pelo desmatamento e pela queima de combustíveis
fósseis. O crescente aumento da temperatura pode
provocar grandes catástrofes naturais, como o
derretimento da calota polar e o aumento dos níveis
do mar. Somadas às emissões de poluentes
atmosféricos, as altas temperaturas também
podem ocasionar a diminuição da camada
de ozônio. A principal função dessa
camada é proteger o planeta da incidência
direta de grande parte dos raios ultravioletas, componentes
da radiação solar.
O ozônio presente na troposfera que é a
camada da atmosfera na qual vivem os seres humanos.
Com sua diminuição, os raios atingem a
Terra de maneira mais brusca, provocando várias
doenças, como distúrbios cardíacos
e pulmonares, câncer de pele, problemas de visão,
queimaduras, etc. Outra ocorrência da poluição
atmosférica é a chuva ácida. A
principal fonte de emissão desse tipo de chuva
é a queima de combustíveis fósseis,
produzindo gás carbônico, formas oxidadas
de carbono, nitrogênio e enxofre. A chuva poderá
ser considerada ácida quando seu pH for inferior
a 5,0, ocorrendo também em forma de neve, peada
ou neblina. Por exemplo: - dióxido de enxofre
+ água sob forma de vapor= chuva ácida.
Desde
a Revolução Industrial, o homem despejou
270 milhões de toneladas de gases na atmosfera.
Metade disso apenas nos últimos 30 anos. Dos
7 bilhões de toneladas depositadas atualmente
no ar, 6 bilhões vêm de combustíveis
fósseis, causando o Efeito Estufa. Diminuir a
emissão de gás carbônico significa
criar caminhos energéticos alternativos e mudar
hábitos de consumo de bilhões de pessoas.
O uso racional dos recursos naturais é imprescindível.
Diante do ritmo desenfreado de crescimento, as emissões
tendem a se agravar, tornando insuficientes os processos
naturais da retirada de CO2 da atmosfera.
O
protocolo de Montreal, assinado por dirigentes de 150
países, visa reduzir e eliminar a produção
e o consumo das substâncias que destroem a camada
de ozônio, principalmente os gases CFC's (clorofluorcarbonetos)
contidos em sistemas de refrigeração,
ares-condicionados, solventes, pesticidas e aerossóis,
pois, além de serem os mais críticos potencializadores
do efeito estufa, não dispõem de mecanismos
naturais para sua eliminação.
No
Brasil, gases substitutos já estão disponíveis
em larga escala, cumprindo com o Programa Brasileiro
de Eliminação dos Processos que destroem
a Camada Ozônio- PPCO, previsto na resolução
nº 13 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente),
de dezembro de 1995.
A
partir da Lei nº 9.605 de Crimes Ambientais, de
30 de março de 1998, poluir tornou-se criminoso.
Causar poluição atmosférica, que
provoque a retirada, ainda que momentânea, dos
habitantes das áreas afetadas ou que cause danos
diretos à saúde da população,
prevê reclusão de 1 a 5 anos. A lei tem
o mérito de estabelecer multas pesadas e criar
a responsabilidade administrativa, civil e penal para
pessoas físicas, jurídicas e co-autores.
Alternativas
Em
dezembro de 1997, durante a Conferência sobre
o clima na Japão, foi gerado um documento, cujo
desafio era elaborar uma política específica
para reduzir em cerca de 5% o lançamento de gases
na atmosfera, levando-se em conta os valores registrados
em 1990 e dando como prazo o ano de 2010, porém,
o protocolo de Kyoto só entrará em vigor
quando for ratificado pelos países que respondem
por 52% das emissões de poluentes mundiais. Uma
das saídas seria a troca de combustíveis
fósseis por energias alternativas renováveis,
que são menos nocivas. Outra alternativa está
na compra da certificação de seqüestro
de carbono.
Os
créditos de carbono funcionam como uma espécie
de indulgência ecológica. Os potenciais
poluidores desenvolvidos, que, em sua maioria, não
possuem mais espaço para o plantio de florestas,
adquirem dos ditos países em desenvolvimento,
como o Brasil, os certificados de carbono. O carbono
é seqüestrado do meio ambiente por meio
da fotossíntese, processo pela qual as árvores
e os arrecifes retiram o carbono da atmosfera e liberam
oxigênio, que poderão ser negociados por
empresas, como ativos ambientais na bolsa de valores.
A
multinacional francesa Peugeot e as geradoras de energia,
como a norte-americana CSW (Central and South West Corporation)
e a inglesa AES Barry Instalaram projetos de seqüestro
de carbono no Mato Grosso, na Ilha do Bananal, e no
Paraná. Também há empreendimentos
em andamento no México, Bolívia, Costa
Rica e Austrália, entre outros países.
Se o impacto negativo do clima se intensificar, o que
é bem provável, os preços da tonelada
do gás carbônico podem evoluir de US$ 5
a tonelada para US$ 50 em 2005 e US$ 300 até
2020.
Em
São Paulo, o IBDN (Instituto Brasileiro de Defesa
da Natureza) lançou o projeto Plante Essa Idéia,
que visa a arborização urbana, com o plantio
de 1 milhão de árvores na região
metropolitana de São Paulo. A entidade pretende,
até 2010, atingir sua meta e assim contribuir
para que a ação da poluição
ambiental seja amenizada.
Referências
Bibliográficas:
-
Revista: Gerenciamento Ambiental: Projetos e Soluções,
Ano VI, nº 29, janeiro e fevereiro de 2004
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