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Enquanto
a maioria das campanhas dedica-se a incentivar o uso
consciente do líquido vital, poucas abordam a
questão da qualidade. Por desinformação,
muitas pessoas que utilizam fontes alternativas de abastecimento
- como poços artesianos, poços escavados,
fontes, etc., por exemplo -, acreditam estar seguras,
mesmo sem nunca ter submetido a água que consomem
a uma análise. Infelizmente, há o mito
de que "água cristalina é pura",
o que nem sempre é verdade.
Verificando
resultados de análises dos laboratórios
da Central Analítica da Unisc, constata-se um
elevado grau de análises realizadas para a comunidade
que apresentam Coliformes fecais e substâncias
químicas em quantidades superiores aos permitidos
pela legislação brasileira. Um caso clássico
na região é o excesso de flúor
presente em águas subterrâneas de algumas
localidades dos Vales do Rio Pardo e Taquari, o que
causa uma anomalia do desenvolvimento do esmalte dentário
em crianças de 1 a 6 anos. Há ainda casos
de excesso de cálcio e magnésio, entre
outros.
Tais
fatores são ainda agravados pela falta de cuidados
com a preservação da fonte de abastecimento
e áreas adjacentes, o que agrava a contaminação
da água devido a infiltração no
solo. Medidas simples de proteção, como
a delimitação de áreas de entorno,
evitando o acesso de animais; proteção
junto ao local de captação, evitando a
infiltração de água de chuva ou
detritos; instalação de um sistema de
cloração; realização de
análise microbiológica trimestralmente
e análise físico-química semestralmente,
podem minimizar os riscos e contribuir para a garantia
da água de consumo.
Um
outro ponto a ser observado diz respeito a limpeza regular
das caixas dágua, inclusive em centros urbanos
abastecidos por companhias especializadas no fornecimento
de água. A falta de limpeza regular, bem como
a utilização de caixas d’água
em péssimo estado de conservação
(tampas quebradas, falta de rede de proteção
no suspiro, etc.) contribuem para a entrada de animais
e sujeira, que podem vir a contaminar a água
e ocasionar doenças de veiculação
hídrica.
A
sua qualidade de vida e de sua família está
ligada diretamente a qualidade da água consumida.
Como é do conhecimento de todos, o corpo humano
é composto em sua maior parte de água,
que é utilizada em muitos processos internos.
A recomendação de consumo, salvo excessões
por orientações de profissionais da área
de saúde, é que se consuma no mínimo
2 litros de água por dia. Se pensarmos que nosso
organismo atua como um filtro, retendo muitos constituintes
da água, vale lembrar a importância que
tal tema deve ter em nossas vidas. Conheça, adote
medidas corretivas e monitore a qualidade de sua água.
Sua saúde agradece.
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