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Núcleo de Pesquisa e Extensão em Gerenciamento de Recursos Hídricos
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo

Boletim Informativo N.º 07/ Ano VI - Julho/2004

 

Comunidade deve estar atenta à
qualidade da água que consome

Texto: Giovani Ulbrich Mayer - Químico, Coordenador da Central Analítica da UNISC (giovani@unisc.br)
Revisão: Igor G. Kunrath (igorgk@pop.com.br) e Thiago Oliveira Rassier (thiagorassier@yahoo.com.br)

 

Enquanto a maioria das campanhas dedica-se a incentivar o uso consciente do líquido vital, poucas abordam a questão da qualidade. Por desinformação, muitas pessoas que utilizam fontes alternativas de abastecimento - como poços artesianos, poços escavados, fontes, etc., por exemplo -, acreditam estar seguras, mesmo sem nunca ter submetido a água que consomem a uma análise. Infelizmente, há o mito de que "água cristalina é pura", o que nem sempre é verdade.

Verificando resultados de análises dos laboratórios da Central Analítica da Unisc, constata-se um elevado grau de análises realizadas para a comunidade que apresentam Coliformes fecais e substâncias químicas em quantidades superiores aos permitidos pela legislação brasileira. Um caso clássico na região é o excesso de flúor presente em águas subterrâneas de algumas localidades dos Vales do Rio Pardo e Taquari, o que causa uma anomalia do desenvolvimento do esmalte dentário em crianças de 1 a 6 anos. Há ainda casos de excesso de cálcio e magnésio, entre outros.

Tais fatores são ainda agravados pela falta de cuidados com a preservação da fonte de abastecimento e áreas adjacentes, o que agrava a contaminação da água devido a infiltração no solo. Medidas simples de proteção, como a delimitação de áreas de entorno, evitando o acesso de animais; proteção junto ao local de captação, evitando a infiltração de água de chuva ou detritos; instalação de um sistema de cloração; realização de análise microbiológica trimestralmente e análise físico-química semestralmente, podem minimizar os riscos e contribuir para a garantia da água de consumo.

Um outro ponto a ser observado diz respeito a limpeza regular das caixas dágua, inclusive em centros urbanos abastecidos por companhias especializadas no fornecimento de água. A falta de limpeza regular, bem como a utilização de caixas d’água em péssimo estado de conservação (tampas quebradas, falta de rede de proteção no suspiro, etc.) contribuem para a entrada de animais e sujeira, que podem vir a contaminar a água e ocasionar doenças de veiculação hídrica.

A sua qualidade de vida e de sua família está ligada diretamente a qualidade da água consumida. Como é do conhecimento de todos, o corpo humano é composto em sua maior parte de água, que é utilizada em muitos processos internos. A recomendação de consumo, salvo excessões por orientações de profissionais da área de saúde, é que se consuma no mínimo 2 litros de água por dia. Se pensarmos que nosso organismo atua como um filtro, retendo muitos constituintes da água, vale lembrar a importância que tal tema deve ter em nossas vidas. Conheça, adote medidas corretivas e monitore a qualidade de sua água. Sua saúde agradece.

 

COMITÊ DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARDO - Comitê Pardo
NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO EM GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS - UNISC

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COMITÊ PARDO
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