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Devido
aos novos hábitos da vida moderna, em diversos
tipos de atividades, muitos compostos químicos
contaminam o meio ambiente todos os dias, integrando
os diferentes segmentos produtivos da sociedade: industrial,
saúde, lazer, educação, segurança,
prestação de serviços, entre outros.
Estas substâncias, em geral, exibem, características
de toxicidade, não biodegradabilidade e genotoxicidade
(mutação dos genes), associando-se também
a ocorrência de vários tipos de câncer.
As
características negativas descritas anteriormente
fundamentam a expressão poluentes orgânicos
persistentes (POPs), e tais características
podem coexistir em casos de degradação
ambiental.
A
poluição por POPs é um problema
que cresce com o grande número de novas moléculas
que são sintetizadas/industrializadas a cada
ano (cerca de 10.000 novos compostos!), agregados com
cerca de 500.000 compostos produzidos desde o século
passado. Destes, alguns compostos problemas são
listados pela EPA (Agência de Proteção
Ambiental Americana - Environmental Protection Agency),
incluindo orgânicos e inorgânicos tóxicos,
os quais, dependendo da legislação vigente
em cada país, podem aparecer como parâmetros
de monitoramento da qualidade ambiental de águas
e solos.
Outro
dado importante que justifica ações de
reversão do quadro de contaminação
de recursos hídricos são os problemas
causados por sanitizantes. A sanitização
de equipamentos e sistemas nos diversos tipos de agroindústrias,
especialmente aquelas que produzam produtos para consumo
direto, é medida indispensável para adequação
às exigências de legislação
e mercados consumidores. Isto envolve prioritariamente
uma questão de saúde pública. No
entanto, detergentes e quimioesterilizantes utilizados
para fins de sanitização também
constituem um problema ambiental que vem merecendo atenção
por parte da comunidade científica internacional
nos últimos quinze anos. Uma variedade de classes
de compostos orgânicos sintéticos é
usada como detergentes ou quimioesterilizantes (desinfetantes),
envolvendo sais quaternários de amônio,
derivados fenólicos, organoclorados, aldeídos,
etc. O que ocorre é que estes compostos possuem
toxicidade a fauna aquática e aos seres humanos,
além de exibirem baixa biodegradabilidade, resultando
em efeito cumulativo ao meio ambiente. Ademais, observa-se
também que microorganismos patogênicos
tornam-se mais resistentes aos antibióticos,
exigindo um arsenal de drogas cada vez maior e em dosagens
maiores para a cura de doenças infecciosas.
A
detoxificação de poluentes orgânicos
persistentes (POPs) constitui-se em um dos grandes
desafios para a tecnologia ambiental, especialmente
nas aplicações dos chamados processos
oxidativos avançados (POAs). Os POPs
podem exibir características de refratariedade
biológica, toxicidade, ação inibitória
de microorganismos aeróbios, e de perturbação
endócrina. Efluentes urbanos, de postos de gasolina,
hospitalares, de agroindústrias, entre outros,
agregam cada vez mais, substâncias com as características
descritas anteriormente. Tais substâncias podem
integrar ainda efeitos de biomagnificação,
acumulando-se em organismos de diferentes espécies,
associando teratogênicos, mutagênicos e
carcinogênicos. Degradar tais substâncias
em passivos ambientais, minimizando seus efeitos poluentes
aparece como estratégia adequada, aplicando processos
que incorporem etapas em estações de tratamento
de água, esgoto urbanos e efluentes.
Reverter
este quadro de contaminação por POPs
implicam em mudanças de hábitos, agregando
visão pró-ativa em nosso dia a dia.
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