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Núcleo de Pesquisa e Extensão em Gerenciamento de Recursos Hídricos
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo - Comitê Pardo

Boletim Informativo N.º 02/ Ano VI - Fevereiro/2004

 

Leptospirose: problema de saúde pública e ambiental
Texto: Eduardo Alexis Lobo Alcayaga (lobo@ufrgs.br), Alex da Conceição (conceisanex@yahoo.com.br) e Clara Charlier (claracharlier@yahoo.com.br)
Revisão: Valéria Borges Vaz (val@unisc.br) e Morvan Kaercher (morvan@click21.com)

Dentre os problemas de saúde pública que o Estado do Rio Grande do Sul enfrenta, destaca-se a leptospirose, doença que vem se consolidando cada vez mais, quer como zoonose quer como problema de saúde pública. Os prejuízos decorrentes da doença devem-se a alta incidência e a letalidade dos casos. Ela é uma zoonose de ampla distribuição geográfica, que acomete os animais e o homem, é causada pelo espiroqueta do gênero Leptospira, podendo variar desde uma forma inaparente até a forma mais grave, que pode levar o paciente à morte. A sua distribuição é cosmopolita, ocorrendo em zonas rurais e urbanas.

Os reservatórios e portadores da leptospirose são os animais domésticos e silvestres. Os roedores desempenham o papel mais importante na transmissão da doença, uma vez que são portadores sadios e eliminam as bactérias vivas no meio ambiente, contaminando, assim, o solo, água e alimentos. Entretanto alguns animais domésticos, tais como bovinos, suínos, eqüinos, ovinos e caprinos também são importantes reservatórios.

Dentro deste contexto, Santa Cruz do Sul destaca-se com um dos maiores índices de contaminação na região. É o que mostra a pesquisa que vem sendo desenvolvida há três anos na Unisc. Os resultados coletados desde março à dezembro de 2003 apontaram para uma contaminação animal de 53%, evidenciando um aumento de 13% em relação ao índice registrado no ano de 2002.

O projeto tem como objetivo o auxílio na prevenção e tratamento da doença. O trabalho é feito a partir de visitação domiciliar nas propriedades onde ocorreu casos de contaminação humana, e com a devida autorização dos proprietários é realizado a coleta sangüínea de caninos, bovinos e suínos, pois existe a possibilidade destes animais estarem contaminados com a bactéria e transmiti-la aos seres humanos. É feito a análise do material e caso seja confirmado a contaminação, o proprietário é alertado para procurar o tratamento veterinário dos animais. As palestras em escolas e as orientações prestadas às famílias da zona rural e urbana diminuem as dúvidas com relação a doença, conscientizando as pessoas com os devidos cuidados a serem tomados para evitarem a contaminação.

Paralelo a estas atividades é feito o Inventário de Risco Ambiental, que consiste no estudo das propriedades atingidas, baseado em um levantamento fotográfico que aponta possíveis focos de contaminação.

Ainda, considerando os inúmeros casos de leptospirose em vários municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Pardo, registrados pela 13ª Coordenadoria Regional de Saúde sediada no Município de Santa Cruz do Sul, justifica-se a necessidade em dar continuidade às atividades de prevenção da doença e repasse de informações atualizadas a população sobre os sintomas e os riscos de contaminação.

Esta pesquisa é realizada pelo Laboratório de Leptospirose da Unisc que está vinculado ao Departamento de Biologia da Unisc, em parceria com a EMATER, Secretaria Municipal de Saúde de Santa Cruz do Sul, 13ª Coordenadoria Regional de Saúde e IPVDF (Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor) localizado em Eldorado do Sul.

COMITÊ DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARDO - Comitê Pardo
NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO EM GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS - UNISC

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Av. Independência, 2293, Bloco 13, Sala 1312, Santa Cruz do Sul – RS – CEP 96815-900
Fone/Fax: (51) 3717-7460 – E-mail: comitepardo@unisc.br

COMITÊ PARDO
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